Jogamos - The Walking Dead: A New Frontier

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Com um tempo consideravelmente menor de resposta para os quick time events (tempo de reação do click), a TellTale não somente dificultou o point-and-click mas também colocou pressão sobre os jogadores nos momentos de decisões. A terceira temporada de The Walking Dead, comparada com a primeira e segunda, está absurda! No melhor sentido que a palavra pode ter. 

Desta vez, somos introduzidos à família Garcia e jogamos com Javi. No incio, pareceu estranho lidarmos com alguém que sequer conhecemos, esperávamos nossa querida Clementine. Mas a TellTale sabe o que faz, e logo na primeira cena construímos laços familiares e nos colocamos na pele de Javi sem hesitar. 
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Podemos dizer que, as mudanças realizadas, diferenciou significativamente se compararmos as temporadas passadas, mas sempre evoluindo de maneira perceptível. Na primeira temporada, aprendemos a lidar com walkers pela tentativa e erro, para que em sua sequência, saibamos sobreviver e saber escolher em situações que não se pode ter tudo. Nesta, lidamos com todas as questões anteriores, além do vínculo familiar. Não estamos mais em um grupo onde pessoas são desconhecidas. Na realidade, a única pessoa nova para Javi, é Clem, que surge como potencial inimiga do personagem que jogamos. Porém quando falamos sobre ela, nós jogadores, a conhecemos e é exatamente aí que o coração aperta. Escolher entre familiares de Javi e a garotinha que nós vimos se tornar adolescente é tão complicado que faz A New Frontier disparadamente, a melhor temporada no sentido de desenvolvimento de personagens da série The Walking Dead, pois o jogador é colocado em prova. Muitas vezes agimos por amor e não moral. Além disso, a constituição de Javi é ótima, podemos escolher entre um homem que faz graça das adversidades, agressivo, preocupado com a família ou não. Mas com isso também interferimos nas decisões daqueles que estão próximo a nós. Desta vez, não são sutis como nas temporadas anteriores, acarretando um certo peso na consciência do jogador. A TellTale conseguiu enfim marcar com ênfase o que queriam. 

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E para aqueles que acompanham o seriado ou quadrinhos, vão perceber as referências e alguns ilustres personagens, tais como Jesus e as comunidades que se organizam com seus muros e defesas.

Quanto a jogabilidade, nada de diferente apareceu, os puzzles são raros e simples que desmotivam em alguns momentos. A primeira temporada ainda é a melhor neste sentido, onde após clicar em algo errado, ele continua lá para eventuais clicks futuros, trazendo dificuldade para o jogador. Já os gráficos deram um salto absurdo tanto em fotografia quanto expressões faciais. Todos os personagens em terceiro plano são agradáveis e criam simpatia ao jogador. 

O que realmente marcou nesta temporada foi a utilização de flashbacks. Utilizaram de uma maneira bem-vinda para suprir as lacunas tanto da transição de Clementine, quanto ao passado de Javi, possibilitando ao jogador criar ainda mais vínculos com os personagens. 
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Definitivamente The Walking Dead A New Frontier é a melhor temporada da saga. A TellTale soube melhorar todos os pontos negativos das anteriores, e com certeza, cativou com personagens marcantes o suficiente para fazer com que o jogador busque o melhor final para sua história. 
O melhor de tudo é que disponibilizaram legendas e interface em Português.


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