Jogamos - The Great Whale Road


The Great Whale Road não me interessou a primeira vista, mas logo percebi que estava diante de uma experiência única. Antes de escrever qualquer análise acho justo ler comentários negativos e durante minha experiência procurar estes pontos e ver se é bronca do comprador ou erro da desenvolvedora - acreditem, muitas pessoas reclamam de pontos que não fazem sentido - como não joguei a versão beta, não posso dizer que as análises ruins com relação à gameplay e outros detalhes mais técnicos estejam equivocados, de forma alguma, mas análises que condenam o jogo por seu estilo, realmente não tem como concordar. Hoje o jogo encontra-se melhor, li os patchs e muita coisa mudou, e justamente por isso estou aqui e vou relatar está experiência para vocês.


O jogo é influenciado pela cultura viking e passa ao jogador muito do que é visto na "recente" série de grande sucesso “Vikings”. À atmosfera do jogo é fantástica e como você controla o líder da vila/aldeia, muitas decisões - bem complexas por sinal - vão influenciar sua experiência in-game e também determinar o tempo dele. Embora possua as quatro estações do ano, as mais impactantes são logicamente o verão (destinado às guerras/invasões, colheitas e recursos em geral) e o inverno (onde o jogo segue uma linha maior de administração e suas decisões ficam tão importantes quanto em outras estações).

Apenas lendo os pontos acima você pode ver que o jogo é na verdade um híbrido em escala menor de dois grande sucessos mundiais: Age of Empires e SimCity. Claramente ele tem pontos de outros games, mas estes dois exemplos são bem conhecidos e vão dar uma boa ideia do que espera você dentro do jogo.


O game é altamente influenciado pelo gênero RPG. Acima falei algo, mas é sempre bom repetir “As decisões vão pesar e muito durante sua experiência” você será consultado para muitas questões e ainda precisa cuidar dos seus heróis/exploradores/caçadores e acredite, isso requer muita atenção, já que estes precisam estar felizes com o tratamento para então possuir um bom desempenho nas funções ordenadas. Os combates são em turnos, mas não chega à ser algo lento (Se imaginou isso) é muito interessante e acredito que batalhas em tempo real não combinaram com tudo que é apresentado durante o gameplay.

A contribuição do gênero RPG está por toda parte e pouco à pouco você vai descobrindo novos elementos mas que já são familiares por serem de franquias conhecidas (Age of Wonders, por exemplo) então, quando falei lá em cima que o jogo é uma mistura, realmente falei sério e por isso ele é tão prazeroso e ao mesmo tempo complicado.

O modo de jogar não foge do padrão já estabelecido dos games de estratégia atuais, por mais que ele tenha essa “fusão/mescla” de vários jogos, o campo de visão e movimentação permanece da forma convencional. O sons estão ok, à arte do jogo é fantástica e linda, cativante e inspiradora. À complexidade do jogo realmente gira em torno das decisões, o restante não chega a ser uma dor de cabeça mas ainda sim, não saia confirmando tudo sem pensar ou vai quebrar a cara no inverno (Fica à dica).


The Great Whale Road tem uma série de detalhes peculiares e outros nem tanto, mas à ideia do jogo é fantástica e seu sistema história/missões funciona muito bem, o jogo tem uns bugs convencionais, grande parte ligados as texturas mas que não devem influenciar no gameplay de ninguém (não no meu, pelo menos). Eu recomendo o jogo de olhos vendados e mãos atadas, desde que você goste do que leu e se identifique com o gênero, caso você caia de cabeça neste mundo viking sem ter experimentado alguns dos jogos que citei durante à review é bem provável que você desista no primeiro inverno, então fica esse desafio, sobreviva.

Extras:

- Cartas no Steam;

Sentimos falta:

- O jogo precisa incluir conquistas no Steam;
- Multiplayer seria interessante;
- O jogo precisa ter pelo menos menus e legendas em português.

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